Ainda assim, o acordo ratificado anteontem pelos membros do Mercosul, que cria um espao econmico de 200 milhes de habitantes e um produto total de quase US$ 800 bilhes, constitui um marco histrico para as economias envolvidas e aponta para um processo ainda mais profundo de integrao.
Isso significa, no s que mercadorias podero circular no Mercosul sem taxas alfandegrias, como tambm que produtos importados de outros pases tero, em tese, tarifas iguais para todo o bloco.
Essa tarifa externa comum (TEC) variar dentro da faixa de 0 a 20%.
Cada pas poder, por exemplo, manter tarifas diferenciadas para at 300 produtos, ou 399 no caso do Paraguai.
E h ainda diversas excees.
Afinal, apesar de tudo,  inegvel que  na insero nos grandes fluxos da economia mundial que os pases membros, e o Brasil especificamente, mais tm a ganhar.
Uma importante mostra de realismo foi dada pelos participantes da cpula ao ressaltar a importncia de buscar acordos do Mercosul com a Unio Europia e, posteriormente, com o Nafta.
Mesmo o Mercosul como um todo, porm, de 4,1% de 1990 passou a absorver hoje 14% das vendas brasileiras ao exterior, tanto quanto todo o continente asitico.
A cpula de Buenos Aires deixou claro tambm que o projeto regional vai alm de uma unio aduaneira.
Sinalizando que esperam caminhar no futuro rumo a um mercado comum em que, alm de mercadorias, tambm pessoas, capitais e servios circulam livremente os pases membros concluram acordo reconhecendo mutuamente diplomas escolares de primeiro e segundo graus.
Sem dvida no se compara com os nmeros anunciados ao mundo com a criao do Nafta nem com aqueles que se tornaram corriqueiros com os avanos da Unio Europia.
